Em Setembro de 2022, a Internacional Progressista enviou uma delegação internacional aos campos de refugiados saharauis na Argélia.
Ao longo de seis dias, reunimo-nos com jornalistas, defensores e defensoras dos direitos humanos, sindicatos, organizações de mulheres e representantes do Polisario—o movimento que luta para libertar o Saara Ocidental, a última colônia da África, da ocupação.
Desde 1975, o Saara Ocidental tem sido ilegalmente ocupado pelo Marrocos, que por sua vez tem servido como representante dos interesses ocidentais e recebe amplo apoio da OTAN, de Israel e de outros. Desde os fosfatos que são utilizados na produção de fertilizantes até aos peixes que chegam aos supermercados de todo o mundo, o território tem sido sujeito a uma predação cruel por parte de empresas europeias e norte-americanas.
Um dos desafios enfrentados pelo povo saharaui na sua luta para recuperar o Saara Ocidental da ocupação e da extração imperialista é o uso generalizado da vigilância digital e de táticas de guerra. Milhares de ativistas e jornalistas saharauis foram detidos com base em dados extraídos dos seus celulares ou computadores, inclusive com a ajuda de tecnologia israelense como a Pegasus. Para além das prisões, ataques e torturas rotineiras, a espionagem digital acarreta riscos mais amplos para um movimento que, mais uma vez, está envolvido numa luta armada contra o seu ocupante.
É por isso que a Internacional Progressista retorna aos campos de refugiados saharauis, desta vez com um objetivo concreto: ajudar o movimento de libertação nacional saharaui a reforçar as suas capacidades de segurança digital.
Ao longo do mês de janeiro, juntamente com uma equipe de especialistas liderada pelo membro emérito do Conselho, Harry Halpin, a Internacional Progressista planeja várias visitas aos campos de refugiados. A nossa missão é simples: treinar o movimento de libertação nacional saharaui nas melhores práticas de segurança digital, diagnosticar quaisquer vulnerabilidades e preparar contramedidas para as ameaças que assolam o povo saharaui todos os dias.
Para saber mais sobre a nossa campanha de solidariedade com o povo do Saara Ocidental e para se inscrever para receber atualizações, visite a nossa página da campanha.
Não há feriados enquanto houver genocídio
Enquanto bilhões de pessoas em todo o mundo celebravam o Natal e a véspera do Ano Novo, a guerra genocida do regime israelense em Gaza continuava sem trégua.
Só na véspera de Natal, as forças de ocupação mataram 146 crianças palestinianas e o bombardeamento continuou.
As ações contra o genocídio também não pararam. Em 21 de Dezembro, uma aliança global de movimentos lançou o primeiro Dia de Ação Global Contra os Sistemas Elbit—a primeira onda de ação coordenada contra a maior fabricante de armas de Israel, as suas subsidiárias, os seus parceiros e os seus financiadores.
Os protestos pela Palestina continuaram durante o Natal e o Ano Novo, inclusive como parte da campanha Shut It Down for Palestine (fechem as bases pela Palestina) co-organizada pelo Movimento da Juventude Palestina, membro da Internacional Progressista.
Num movimento histórico, a África do Sul invocou a Convenção do Genocídio contra Israel. Agora, centenas de organizações, incluindo a Internacional Progressista, estão se preparando para apoiar a África do Sul.
Arte: Mothanna Hussein é um designer palestino-jordaniano que vive em Amã. Ele trabalha extensivamente com gráficos digitais, incluindo modelos 3D e animações. Aqui, o triângulo vermelho baseia-se no símbolo, agora onipresente, encontrado em vídeos de guerrilha publicados pela resistência palestiniana. Você pode ver o trabalho de Hussein no Instagram.
